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Coronavírus e a Crise do Petróleo

Veja como o coronavírus e a crise do petróleo podem Impactar os seus precatórios

Qual a relação entre coronavírus, crise do petróleo e precatórios ? Nenhuma ? Errado! Veja o análise do Vinicius Attilio, diretor da Valor Precatório.

Publicado em março 12, 2020 Por Valor Precatório

Responda rápido: Qual a relação entre coronavírus, crise do petróleo e precatórios ? Nenhuma ? Errado! Vinicius Attilio, diretor da Valor Precatório, explica que esses temas estão muito correlacionados e sugere a todos os detentores de precatórios (conhecidos como credores) que entendam essa ligação, pois o coronavírus e o petróleo podem impactar o valor do seu precatório.

Confira os principais pontos dessa conversa:

Vinicius, como é que precatórios podem ser impactados pela crise no petróleo e pelo coronavírus, dois temas que parecem tão distantes da realidade brasileira ?

Vinicius Attilio – Essa pergunta é muito boa, porque a resposta não é nada óbvia e ilustra o quão intensa é a globalização nos dias de hoje. O novo coronavírus foi identificado no final do ano passado na China. A recente crise do petróleo foi intensificada no dia 06/03/2020 com o fracasso da negociação entre Arábia Saudita e Rússia. Dois acontecimentos geograficamente tão distantes da gente impactam o precatório aqui no Brasil, e é provável que esses eventos mexam no bolso do detentor (credor) de precatórios no nosso país.

 

Como assim ?

Vinicius Attilio – Vamos por partes:

Uma das principais regras da economia é que o preço de qualquer item é determinado pela relação oferta e demanda desse item. No caso do precatório, a maior atratividade desse ativo para investidores significa aumento na demanda por precatórios. Aqui na Valor Precatório já percebemos  que mais pessoas estão dispostas a comprar precatórios. Essa tendência, se confirmada, aumentará a competição por precatórios, pressionando para cima o valor de venda de precatórios (lei oferta-demanda) . Resumindo: o impacto negativo do coronavírus na bolsa de valores potencialmente faz com que mais investidores paguem mais caro para comprar precatórios. Isso na visão do credor é uma boa notícia.

Mas há o outro lado da moeda. Redução de negócios significa redução de PIB, e isso também significa menor arrecadação por parte dos governos em forma de impostos. A maioria dos governos paga seus precatórios pelo regime especial, dedicando um percentual de sua receita líquida para pagar precatórios. Ou seja, a redução da arrecadação poderá fazer com que o tão sonhado recebimento do precatório demore mais a acontecer. Para o credor do precatório isso é uma má notícia. Isso também é um alerta ao investidor de primeira viagem: ele precisa estudar bem a situação do governo antes de comprar um precatório.

E a crise do petróleo ?

Vinicius Attilio – A crise do petróleo é mais um fator que vem derrubando ações de diversas empresas na bolsa de valores. Na segunda-feira passada (09/03/2020) a bolsa caiu 12% , puxada justamente pela crise do petróleo. Isso intensifica aquele movimento que expliquei no caso do coronavírus, ou seja, o movimento de trazer mais investidores para o mercado de precatórios, valorizando o preço de venda desse ativo. Mas a crise do petróleo traz um impacto negativo muito grande para credores de precatórios de entes federativos muito dependentes da arrecadação gerada pelo petróleo. A matemática é simples: o barril de petróleo custava aproximadamente 80 dólares há 5 meses,  os governos arrecadavam impostos proporcionais a essa precificação. Hoje o petróleo já está abaixo de 40 dólares e há especialistas prevendo que chegue a 30 dólares o barril. A arrecadação dos governos de Estados e Municípios muito dependentes do petróleo vai cair muito e, com menos dinheiro no tesouro,  o prazo para recebimento de precatórios nesses locais vai aumentar. Vamos lembrar o recente caso do Estado do Rio de Janeiro. Em 2016 nós tivemos uma crise semelhante, com queda drástica do preço do petróleo. No ano seguinte o Estado do Rio de Janeiro entrou em calamidade financeira e a fila de pagamento de precatórios, que não era longa, cresceu enormemente, frustrando muitos credores. Se você possui um precatório do Estado do Rio de Janeiro ou de outras regiões com economia dependente de petróleo, você deveria ajustar a sua expectativa para recebimento de seu precatório: caso o preço do barril permaneça baixo é provável que, infelizmente,  você demore ainda mais a receber pelo seu precatório.

Qual o último recado aos credores de precatórios nesse momento de crise ?

Vinicius Attilio – Informe-se, informe-se e informe-se. No mercado de precatórios informação vale ouro.

– – 

A Valor Precatório oferece o melhor preço na venda de precatórios, ajudando pessoas e empresas que querem antecipar o recebimento de seus recursos de forma rápida e segura.

2 respostas para “Veja como o coronavírus e a crise do petróleo podem Impactar os seus precatórios”

  1. Adalberto fernandes mesquita disse:

    Preciso de informações pois sou advogado e tenho vários precatórios de clientes para negociar

    • Equipe Balko disse:

      Boa noite, Adalberto. Entramos em contato com o senhor por email. Nossos parceiros comerciais são muito importantes para o crescimento sustentável da Balko

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